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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Ele

Foi, foi um erro sim. Só que você nunca vai se permitir dizer que ele foi um erro em voz alta. Seu ego e suas noites em claro e suas lágrimas secas e suas mudanças de personalidade nunca lhe permitirão dizer que escolher amá-lo foi um erro. E agora? Agora é um pouco tarde demais pra poder fazer alguma - qualquer - coisa a respeito. Sinta-se feliz por ter ainda alguma parte dentro de si que (talvez) esteja satisfeita com essa escolha sem volta. Você já se prendeu à ideia de que ser infeliz ao lado dele é a sua única escolha. Posso te dar um conselho? Se toca! Pra cada dia de infelicidade que você acumula, é um dia a menos pra sorrir e entender que ser feliz é muito mais que destino ou condição: é uma questão de escolha. 
Ele já foi merecedor até mesmo das tuas lágrimas, só que "hoje é um novo tempo", alguém me disse. Espero que este novo amor consiga tomar todas as extremidades remotas do seu coração e te consuma até onde você nem sabia que existia. Por este novo amor, é válido chorar e passar noites sem dormir. Espere que "tudo novo, de novo" faça alguma diferença no seu modo de ver que, por mais que você não se permita admitir e aceitar, sua vida só vai começar qjando você puder dar adeus a ele.

domingo, 29 de março de 2015

Um novo motivo

Apesar de tudo o que já estamos passando eu quero que saibas, minha vida, que nenhum mal vai te atingir. Tudo o que eu puder - e até mesmo o que não puder -, farei para te proteger. Você hoje é parte de mim e é apenas você quem me dá forças neste exato momento de minha vida. Quero escrever-te por mais vezes, a cada dia de nossa intimidade. Quero te conhecer e enxergar você em mim, cada dia mais. Você é minha vida agora. Serei toda por ti, nada por mim. Serei o que quiser que eu seja, desde que seja pra ti. Obrigada por esta honra. Obrigada por estar aqui, onde ninguém mais além de ti, possa estar. Eu te amo até com as forças que não descobri ainda ter. Vou cada dia mais além por esse amor. Sou hoje, por você, a pessoa mais completa dessa galáxia.
Com todo o amor do mundo. 

domingo, 1 de março de 2015

Sur(real)

História como a deles é difícil de contar. Ela nunca se sentiu à vontade pra dizer o que é que ele tanto tinha que era assim, tão insubstituível. Só sabia que não dava pra sair de perto assim, sem prévio aviso de que aquela era a última conversa, o último olhar o último toque e como é que ela conseguiria explicar pra si mesma que não era ele toda vez que o vento trouxesse seu perfume pra consumir todo o ar? Não, não era nada fácil admitir que ele a desconsertava completamente quando, do nada, seu celular vibrava com um contato dele. Ou quando, acidentalmente, eles pegavam o mesmo ônibus, ou até mesmo quando um texto desses blogs famosos contava toda a sua história, fazendo-a sentir-se nua e, ao mesmo tempo, tão menos triste por saber que várias pessoas também passavam por esta situação.



Não era fácil ter que acordar e não saber que no seu dia ele só apareceria por mero acaso do destino, ou mesmo por força de seu pensamento, que era tão forte no som de sua voz e na luta pra não esquecer seu timbre. A verdade é que ele consegue mexer com todo o seu sistema nervoso sem precisar dar uma palavra com ela. E a pior parte é quando, em sonhos, ele vem e fala justamente aquilo que ela precisa ouvir, pra aumentar a sua saudade e deixá-la ainda mais sem reação quando o vê. De todas as maneiras entendíveis, eles não dariam certo juntos; parece que até as circunstâncias caminham para rumos diferentes. 

Quanto mais eles lutam (contra e a favor), mais as coisas acontecem de acordo com o que não planejam. Por isso, acredite em todo tipo de amor: dos encontros combinados aos mais casuais possíveis, aquele contato inexplicável dos olhos sempre falou que, por mais estranho e louco e feroz e inacabado que fosse, era de um tipo de amor dos mais bonitos, o intenso.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Comprinhas na Saraiva


Olá, meus amores! Como vão? Essa semana, cheguei um pouco mais cedo pra trabalhar e aproveitei pra passar na Saraiva e dar uma olhada, a princípio sem compromisso, nas ofertas e novidades. Como tem uma lá pertinho do meu trabalho, às vezes fujo pra lá, onde o cheiro é ótimo 😍 e eu tenho um pouco de paz. Quando cheguei lá, fiquei completamente encantada porque tinha encontrado "Pó de Lua" e "Eu me chamo Antônio", peguei pra comprar. Só que, no fim das contas, achei um livro que estava procurando há algumas semanas e um que (nossa, Ket) eu nem sabia que existia! Claro que comprei, né? O primeiro é "Ponto de impacto", do Dan Brown. Sou simplesmente apaixonada pelos seus livros! Ele escreveu este antes de "O Código Da Vinci", e fala de uma descoberta feita pelo satélite da NASA, crises governamentais, fraudes, perseguição e muita ação, e estou louca pra ler! 
O outro, de Lauren Kate, se chama "Anjos na Escuridão". É um livro bem pequeno, contendo contos da série Fallen (que eu aaaamo ❤️). Os contos são sobre "os bastidores" da saga de Luce e Daniel, com os outros personagens. É paralelo à história, assim como "Apaixonados". Farei o comentário de ambos os livros assim que terminar de lê-los e espero ter uma ótima leitura! Até mais, meus amores. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Os olhos teus

Teus olhos me abriram a alma, rapaz.
Me mostraram o quanto é bom ter alguém para amar, seu tom ímpar me impõe doçura. Me sinto coberta por mel quando você me olha, protege e mostra: meu lugar é aqui, na imensidão destes olhos teus. Eles sorriem, sabia? E são mais sinceros que o próprio sorriso... é de apaixonar. Seu brilho - não há nada mais puro - me traz vontade de ser mais: amar mais, sorrir mais, viver mais. Me traz vontade de ser melhor. És uma obra prima por completo. Mas seus olhos, ah, seus olhos... estes falam por si só e tem vontade própria, e é nessa parte que entra o meu ser. Teus olhos me querem, me pedem e me chamam. Atendo sem pressa, sublime. Te admiro, rapaz, e não é de hoje... Porque trazes para mim uma paz que nunca encontrei em nenhum sorriso, em nenhum olhar.


Eles conseguem ser o meu Sol, me trazendo calor e, me fazem ver a imensidão que ainda existe por trás daquilo que eu posso - que eu consigo - ver. Me fazem acreditar e esperar no nascer do próximo dia, quando eu puder descansar meus olhos (e minha vida) nos teus. Devo dizer que jamais ousaria deixar de ver-te, e abastecer-me de tanta paz. Tenha a certeza de que estes olhos serão sempre o meu guia, aguardando ansiosa o sorriso e o brilho e a doçura e o convite, para que sejas minha diretriz. 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Todos os dias

Teu cheiro cobriu o meu ar e, de repente, me vi tomada num frenesi de memórias. Um passado de sonhos vividos diariamente, de caprichos e vontades realizadas em troca de um olhar de gratidão. Noites em claro mirabolando surpresas que despertem sorrisos, beijos, abraços e uma explosão de paixão. E em outras vezes, em dias não-especiais, um  buquê de flores no meio da tarde e em seguida um telefonema que costumava dizer "é só pra reforçar o pedido, você aceita namorar comigo?". Sempre dosado, me conhecia como se tivesse dentro da minha alma desde sempre.
A gente sempre se apega em bens materiais, mas emoções são tão mais marcantes... nossas fotos antigas me dão frio na barriga, levam a minha cabeça para os lugares que visitamos poucas e muitas vezes. Lembranças que vem do cheiro de uma rosa, um perfume, do seu prato predileto. Vontade de te ligar porque 'ah, acho que você riria disso ou daquilo', só porque vi e achei sua cara. Ou mesmo uma canção, a nossa canção (as nossas canções) que já nos fizeram sorrir, chorar e comemorar.


É um desejo enorme de me sentir viva, de ser real e ter um sentido real para continuar: fazer-te feliz. Momentos vividos e inesquecíveis que fazem a minha vida mais alegre. E sonhar contigo, com isso se equivale aos sentimentos que demonstro ao lembrar de tanto momento bom. E, nos dias em que acordo de um sonho que tive contigo, abro os olhos e um sorriso, esperando o dia em que acordarei contigo, te fazendo carinho e aninhando meus cabelos em seu peito. Poder te chamar de meu amor. E poder fazer lembranças novas, todos os dias, sentindo o teu cheiro. 

sábado, 7 de junho de 2014

Sobre o nada (sendo tudo)

Lágrimas.

Não sei direito o motivo pelo qual estou chorando, mas eu juro que não queria que elas caíssem. A verdade é que me enfiei nesse sentimento e acabei sozinha, afogada, sufocada, magoada e em lágrimas. A dor do esquecimento, dizem muitos, é desnecessária porque todos vamos ser esquecidos um dia.. A vontade de ser especial se faz óbvia, por motivos extremamente óbvios. Mas, e o amor? Que tipo de desculpa vou inventar pra sentir o amor e sentir o medo de quem eu amo me esqueça e morrer de vontade de ouvir dessa boca que eu conheço tão bem um "você é especial"? 

E o orgulho? Engulo? ...


O amor da minha vida errou e acertou e me amou e me feriu. E depois de tanto, sinto como se tivesse que amá-lo incansavelmente até o fim da vida. Com o peito cheio de amor e o olho cheio de lágrimas, num labirinto sem saída de momentos felizes numa vida triste, é onde me encontro agora. Só vejo a solidão partindo de encontro a mim. Só sinto o enforcar de uma corda no pescoço a cada vez que meus olhos encontram os seus. Nosso encontro é fogo, nós somos pólvora.  

quinta-feira, 20 de março de 2014

Para, menina.


Ei, percebe uma coisa, menina: você ainda tá jovem. Não para no tempo, achando que isso é o fim do mundo, porque se você desistir agora, de que vai valer o teu esforço até aqui? Sobre aquelas noites mal dormidas, esquece. Sobre aquele choro mansinho e aquele miado baixinho que você deu, pra ninguém ouvir, apaga. Não é assim que se constroem as coisas. Coloca aquele sorriso lindo no teu rosto, menina. Você é radiante. Você tá radiante hoje, também, com esse sorriso torto, cabelo desgrenhado, roupa amarrotada. Quem foi que te disse que pra estar linda, precisa mudar tua essência? Sortudo é quem tem você por perto.
Já te disse que é transparente, né? E é por isso que me apego tanto à sua força de vontade de estar bem, sorrindo, buscando a paz. Sei dos traços do teu sorriso e sei quando é que tá tentando esconder um pouquinho do choro. Adoro quando faz piada das tuas dificuldades e sempre sorri quando almeja um futuro melhor. Ou quando uma criança sorri. Ou quando fala de alguém que realmente quer bem. Essa tua simplicidade me encanta. E tua transparência também. Você é linda e sabe o que é mais lindo nisso? Sua alma brilha pra além do seu corpo. De longe dá pra te ver chegando e me alegrando. Por isso calma, menina. Tá tudo se ajeitando - a passo de tartaruga velha e pesada, mas tá - e eu ainda não sei como, mas o teu meio feliz vai me fazer muito feliz um dia. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Partiu


Dia desses, você disse que eu poderia correr atrás do meu caminho. E que tava mais nem aí pras minhas lágrimas. Disse também que ia ser o bicho que pensava que eu pensava de você. Tava aqui lembrando disso. Agora tá mais claro... pra mim, sabe. Depois que comecei a enxergar melhor, ficou bem claro que não me adiantaria nunca prender você aqui só porque eu te amo. E sim, eu te amo. Ou me acostumei contigo, sei lá. Mas olha, isso não te impede de ir, se quiser. E aí, lembrando daquela noite terrível, abri os olhos pra um tantão de coisas. Bem grande. E aí que não vale nada ser importante pra alguém. E que a decepção é a mesma. E isso me abriu outro tantão de leques indescritíveis, onde senti várias pontadas de dor, pra bem depois sentir o vento no rosto. Tirei uma pedra imensa do meu campo de visão, sabia? E entendi porque nada tinha dado certo mesmo: porque nunca deu, de todo jeito. E doeu. E doeu. E, mais uma vez, doeu.
Não é bem você quem tá livre agora, sabe? Porque na verdade, lá no fundo, eu me prendia muito mais. Tive mesmo que sair do problema pra analisar de outros ângulos... e simplesmente pasmar com a conclusão. Não tem mas, nem meio mas: é preciso mudar; internamente, pra refletir por fora. Depois eu cuido da carcaça. Cê é livre, livre mesmo, pra escolher ir comigo ou ficar. Mas também sou livre, e digo logo: ficar, eu não fico. Pra me acompanhar tem que se sentir livre ao ponto de ver mais claro e tirar a pedra da frente mesmo, aguentar a dor pra sentir a brisa e enfim pensar no que está fazendo da vida. Vou repetir que te amo. Mas isso não é nenhum tipo de pressão, porém, um convite - você pode dizer não, mas eu não pude deixar de convidar. 
Já tá tarde, e agora tenho que fazer as minhas malas, despregar as nossas fotos da parede e colocar seus bilhetinhos e cartas na mala. Só pra lembrar, sabe? Era lindo. Era tudo. Mas chegou a hora de partir. Tô no aguardo. Com amor.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Do amor e da esperança... e de nós dois


E então, aquelas esperanças caem num vão. Mas nem com todo o esforço, minha mão não alcança; eu suo, eu tento trazê-las pelas pontas dos dedos... e nada. Só depois me vejo sentada num canto chorando, e não é por ter te visto caminhar para longe, mas sim, por ter ficado aqui, nesse mesmo lugar, ainda tentando te fazer ficar. Com um turbilhão no peito que desce por entre os olhos, tento me refazer e levanto da solidão que, por muito, foi regada à única droga que me entorpecia: você. Ainda não sei por onde, nem se começo; do zero, do meio, ou de quando eu acordei e resolvi deixar-te para trás. No fundo, ainda, me resta uma vontade de continuar - e não recomeçar - mas, por favor, sou feita de carne e osso e não posso ser impecável. 
Dizem que quando vemos uma esperança, jogar açúcar traz coisas boas para a vida. E no nosso caso não foi diferente: eu te açucarei, te cuidei, te pensei e o meu erro foi acreditar que encher você de amor e açúcar traria bons sentimentos, quando na verdade, toda aquela história só serviu pra te afastar de mim. 
Por fim, cá estamos: eu, você e a esperança, morta. Já não há mais motivos para se preocupar. Já não há mais algo que nos una. Do amor, da esperança e de nós dois, só restou  ahistória.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Voe.


Não se trata de partir ou te deixar partir. Há muito mais envolvido nesse nosso intervalo de tempo. Se trata do quanto eu te amo e do quanto vai me doer ter que te ver partir. Mas é que você já está indo embora aos poucos. Todo dia tenho um pouco menos de você aqui comigo. Dói, e quando digo que dói, trata-se de uma dor física. Você diz que me ama, mas não vejo isso. Não digo de provas, digo do quanto seus olhos me mostram o contrário. O amor não tem que ser provado, mostrado às pessoas que não fazem parte dele. Mas, se eu te amo, tenho ao menos que te fazer ver o tamanho desse amor. Enquanto isso, te vejo escapar por entre meus dedos. Se vou te prender? Não acredito que isso seja algo que gostaria que você fizesse, se fosse eu quem estivesse a escapar de suas mãos.
Chove, lá fora e aqui dentro de mim. Dizem que chuva é tristeza e se for verdade, não preciso explicar o porquê chove aqui dentro de mim. Parece que você se foi. Parece que não volta mais. E não tenho motivos pra fazer ficar alguém que só quer ir. Não se pode amar sozinho. Quando se trata de amor, só de um dos dois estar feliz, já basta. Mesmo que isso sacrifique a felicidade do outro. Não adianta ser egoísta nessas horas. Deixo-te ir com um aperto no peito, porque todo mundo traz um pouco de egoísmo em si. Espero que depois de algum tempo o sol possa aparecer aqui dentro outra vez.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Vontade.


De sair por aí, dentro de um carro ou andando; só pra conseguir sentir o vento batendo no rosto e a força do sol na pele. De correr e gritar e pedir pra todo mundo ter um sonho. De realizar, pra cada um, qualquer desejo bobo, desde que seja pra fazer o bem. De colocar um sorriso na boca de alguém. De amar e ser amada e de não haver o mal no mundo. Veja só, que vontade mais sem pé nem cabeça! De que as crianças sejam puras e os adultos, responsáveis. De ter o brilho no olhar, pra todo mundo. De acabar com as dores e toda aquela história de luto. De compreender a morte e não mais provocá-la. De um carinho ou um afago ou dos dois. De tirar todo o rancor de dentro do peito, pra poder ser feliz.
De enfiar o pé na lama e na jaca e no céu. De abraçar a mãe, o pai e o mundo. De correr contra o tempo. De sentir os raios do sol tocando a pele e poder ver, através dos óculos e dos olhos, a felicidade. De brincar de boneca aos 30, de fingir ser um médico aos 10. De sempre ter um pouco de criança na gente. De cantar e desafinar e desentoar, mas cantar. De dançar fora do ritmo e com o corpo todo duro, mas dançar. De comer todo o chocolate que tiver em casa. De tocar no seu íntimo com os olhos. De viver. De ser livre.

sábado, 23 de novembro de 2013

Tenta.


     Espera. Senta aí e come alguma coisa... mas não sai sem comer. Na verdade, não sai. Se espalha aí no sofá e pega o controle da TV. (Se espalha aqui no meu peito, também.) Escuta a nossa música predileta, se é que ainda temos uma. Me ajuda a lembrar dos momentos legais, toma cá essas fotos, vem colocá-las lá no quarto. Tem um tanto de roupa sua espalhada no meu guarda-roupas, dá pra você ficar por essa semana. E se não der, a gente lava. Só fica. Fica e me ajuda a arrumar o emaranhado de pontos e pontas soltas nesse abismo que se fez na gente. Daí, quem sabe, a gente não junta de novo toda a nossa vontade de fazer dar certo e parte pra cima do mundo? Primeiro, toma aqui seu café: agora coloca o leite pra mim, porque você sabe melhor que eu a quantidade que eu gosto. Passo a manteiga no pão e a gente senta no sofá, pode ser? Comece comigo, do bom-dia, do primeiro oi do dia. Te ofereço a casa, o café, a conversa e a vida.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Da pontinha do nariz até a pontinha do pé.


     Já não sou eu quem fala; é a saudade que me arranca do meu peito e me leva pra uma dimensão paralela a toda essa realidade aqui. Dos teus beijos meigos até os mesmos, porém urgentes em busca dos meus lábios. Da tua fala arrastada que é quase uma música. Dos teus cabelos embaraçados e secos, que eu gostava de puxar. Da tua boca macia, que ao pronunciar meu nome, sorri o sorriso mais lindo do mundo. Do toque dos seus dedos na minha pele, no meu cabelo e na minha alma. Da doçura que dizia o quão meu sorriso iluminava a sua vida. Dos nossos sonhos e planos de fugir daqui. De tanta coisa que me cabe lembrar e guardar pra mim.
     Não sei bem por onde anda e nem se anda pensando em mim. Não sei bem se faço parte dos seus sonhos de vez em quando, como você faz parte dos meus. Não sei nem se quero esquecer o bem que você me fez, em meio a tanta coisa. Só sei que é a saudade que pulsa nas veias, que me joga pra frente, que me deixa suada, ansiosa e inconsequente. Se é amor? Sei lá...

domingo, 20 de outubro de 2013

"Meu orgulho, meu ego, minhas necessidades e meu jeito egoísta."


 Um sentimento particularmente tão forte que não havia comparativos, mas, ao ser generalizado, era só mais um. Só mais uma historinha de amor-mal-resolvido que meu coração insistia em alertar que era diferente, só nosso, intenso, eterno. Que nada! Não passava de letras emboladas e declarações feitas, quase que tiradas daqueles blogs (terríveis) com mensagens prontas. Um amor que não via, ouvia... que não sentia nada. Egoísta. Um amor que era desejo - desejo de ser amor. Distraídos fomos nós, eu e meu coração, pela ousadia de imaginar que um dia você saísse do outro lado da tela ou sequer, fizesse meu celular tocar. 
 Porém, contudo, entretanto, todavia, foi bom. "Apesar dos pesares", foi bom. Particularmente verdadeiro. Um tudo, em tão pouco tempo. Por um segundo, foi amor: no segundo em que eu chorei e ousei me declarar, um segundo sem nenhum sinal de lucidez, sanidade ou qualquer outro atestado de normalidade mental. Pois lágrimas são, em sua maioria, sinais de dor; e até mesmo a dor já é um sentimento (puro, por sinal). Enfim, livres desse sentimento que mal é paixão. E felicidades, querido; por um segundo, meu querido.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Permito-me errar



 Me pegava puxando os cabelos e lembrando de como seria se não tivesse errado tanto. Talvez seria mais infantil e daria muito menos valor às coisas. É que errar ensina de uma forma tão severa que é impossível alguém não sair com uma lição pós-erro. Sempre pensei ser madura o suficiente para lidar com qualquer tipo de situação, mas a cada dificuldade que a vida me faz passar, vejo o quanto o ser humano é fraco e perecível; todo erro que me foi permitido cometer faz com que minhas atitudes se tornem mais sólidas. Sei que ainda tenho muito o que errar e aprender, e quero fazê-lo. E cada erro é um acerto. Cada guerra é por paz. Cada sorriso é lágrima. E cada não é um sim.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Do outro lado da porta

Eu não vou mais te prender, juro. Já chega, né? Chega desse jogo doido de perseguição, até parece que somos duas crianças que não usam mais seu brinquedo favorito, porém não deixa mais ninguém pegar nele. Só que no nosso caso, o brinquedo de um é o outro. E a gente não se solta, não se larga, não se deixa pra ninguém resolver olhar; pra ninguém resolver cuidar de vez. Vai embora, mas vai agora enquanto não dói. Só tenho uma condição: que bata de uma vez essa maldita porta. Durante todas as suas idas e vindas a porta ficou encostada. Meu caro, você não sabe o prejuízo emocional que nos causa essa porta encostada. Isso te dá o direito de ir e vir quando e como quer. Ei, não vem com essa de que sempre me pertenceu, por favor. Se fosse assim, nunca teria aberto a porta pra sair da outra vez. 
Tranque a porta por fora, tira essa chave de mim. Quero que esconda a chave de si, jogue-a fora, sei lá. Só não entra mais aqui pra bagunçar tudo, como sempre faz; eu tô cansada de arrumar pra nada. Se distrai, vai embora; se esconde de mim. Pra sempre. Já que não tem culpa, não tem piedade, vai. Mas não volta mais.

domingo, 25 de agosto de 2013

Não tem quando você rói as unhas de nervoso, tem frio na barriga, sorri do nada, pula, canta, é feliz sem motivo, se sente em paz? É, o nome disso é amor. Sentimento esse que nos faz transbordar de felicidade. Com a gente foi assim! Deus nos fez um para o outro, nós fazemos o encaixe perfeito, sabemos como agradar um ao outro sem precisar de uma palavra, nos entendemos num olhar. Nossa sintonia nos assusta as vezes. Somos um casal abençoado, e nosso futuro é lindo. As coisas pra gente aconteceram no tempo de Deus, tudo na hora certa. Esse amor é forte, é lindo, maravilhoso, abençoado, infinito. É com certeza, muito mais do que paixão, não vai passar. Enfrentaremos tudo, sem deixar de agradecer à Deus por tamanha felicidade, pois não há nada na terra que possa abalar esse amor, porque nossa proteção vem dos Céus. Que seja eterno enquanto dure. E que dure para sempre

domingo, 4 de agosto de 2013

Flagelo


É bem como eu disse: esse amor me mata mas me alimenta. Ausência que machuca, presença que alegra. Você, você. Toda essa bagunça tem como nome o seu nome. Porque é você quem me faz oscilar entre amor e ódio; entre amor e dor (porém, veja bem... amor é dor). E é por você que eu morro um pouquinho por dia. 
Só que o teu sorriso paga tudo. A tua presença vale a pena. Eu já disse que você me faz oscilar, né? E é por isso que eu choro e passa, que eu sofro e passa: você (ou esse sentimento unilateral que um dia vai acabar me matando) me faz feliz quando tá perto. E lembro de ter lido em alguma placa de viaduto por aí, que "se te faz feliz, não deixa escapar". É por isso que ainda tô aqui; por não te deixar escapar, por viver nessa felicidade alternada de com e sem você. Mas eu não ligo, o autoflagelo é válido... a semi alegria que sua presença proporciona faz com que tudo termine bem.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Faz falta


Cê tinha um jeito tão seu de me beijar. Parecia sem fim, eu lembro; a gente se encaixava de uma maneira gostosa, só nossa. O toque da sua boca na minha, o arrepio que meu corpo sentia quando seus dedos tocavam minha pele. Faz, faz falta. Cê tinha um jeito tão seu de me ganhar, de me presentear com seus abraços e suas palavras tão bonitas quanto a aurora. Me lembro bem, de cada coisa linda que me disse, das (nossas) lágrimas derramadas em meio as palavras. E olha, faz falta.
E mesmo distante, eu até que gosto desse jeito tão seu de me fazer lembrar. Lembrar de tudo o que foi bom e a cada vez diferente. Eu te amo, amo mesmo. E eu preciso de você. Porque me faz falta, muita falta tudo aquilo que desse jeito tão seu, foi meu.