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domingo, 20 de outubro de 2013

"Meu orgulho, meu ego, minhas necessidades e meu jeito egoísta."


 Um sentimento particularmente tão forte que não havia comparativos, mas, ao ser generalizado, era só mais um. Só mais uma historinha de amor-mal-resolvido que meu coração insistia em alertar que era diferente, só nosso, intenso, eterno. Que nada! Não passava de letras emboladas e declarações feitas, quase que tiradas daqueles blogs (terríveis) com mensagens prontas. Um amor que não via, ouvia... que não sentia nada. Egoísta. Um amor que era desejo - desejo de ser amor. Distraídos fomos nós, eu e meu coração, pela ousadia de imaginar que um dia você saísse do outro lado da tela ou sequer, fizesse meu celular tocar. 
 Porém, contudo, entretanto, todavia, foi bom. "Apesar dos pesares", foi bom. Particularmente verdadeiro. Um tudo, em tão pouco tempo. Por um segundo, foi amor: no segundo em que eu chorei e ousei me declarar, um segundo sem nenhum sinal de lucidez, sanidade ou qualquer outro atestado de normalidade mental. Pois lágrimas são, em sua maioria, sinais de dor; e até mesmo a dor já é um sentimento (puro, por sinal). Enfim, livres desse sentimento que mal é paixão. E felicidades, querido; por um segundo, meu querido.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Permito-me errar



 Me pegava puxando os cabelos e lembrando de como seria se não tivesse errado tanto. Talvez seria mais infantil e daria muito menos valor às coisas. É que errar ensina de uma forma tão severa que é impossível alguém não sair com uma lição pós-erro. Sempre pensei ser madura o suficiente para lidar com qualquer tipo de situação, mas a cada dificuldade que a vida me faz passar, vejo o quanto o ser humano é fraco e perecível; todo erro que me foi permitido cometer faz com que minhas atitudes se tornem mais sólidas. Sei que ainda tenho muito o que errar e aprender, e quero fazê-lo. E cada erro é um acerto. Cada guerra é por paz. Cada sorriso é lágrima. E cada não é um sim.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Do outro lado da porta

Eu não vou mais te prender, juro. Já chega, né? Chega desse jogo doido de perseguição, até parece que somos duas crianças que não usam mais seu brinquedo favorito, porém não deixa mais ninguém pegar nele. Só que no nosso caso, o brinquedo de um é o outro. E a gente não se solta, não se larga, não se deixa pra ninguém resolver olhar; pra ninguém resolver cuidar de vez. Vai embora, mas vai agora enquanto não dói. Só tenho uma condição: que bata de uma vez essa maldita porta. Durante todas as suas idas e vindas a porta ficou encostada. Meu caro, você não sabe o prejuízo emocional que nos causa essa porta encostada. Isso te dá o direito de ir e vir quando e como quer. Ei, não vem com essa de que sempre me pertenceu, por favor. Se fosse assim, nunca teria aberto a porta pra sair da outra vez. 
Tranque a porta por fora, tira essa chave de mim. Quero que esconda a chave de si, jogue-a fora, sei lá. Só não entra mais aqui pra bagunçar tudo, como sempre faz; eu tô cansada de arrumar pra nada. Se distrai, vai embora; se esconde de mim. Pra sempre. Já que não tem culpa, não tem piedade, vai. Mas não volta mais.

domingo, 25 de agosto de 2013

Não tem quando você rói as unhas de nervoso, tem frio na barriga, sorri do nada, pula, canta, é feliz sem motivo, se sente em paz? É, o nome disso é amor. Sentimento esse que nos faz transbordar de felicidade. Com a gente foi assim! Deus nos fez um para o outro, nós fazemos o encaixe perfeito, sabemos como agradar um ao outro sem precisar de uma palavra, nos entendemos num olhar. Nossa sintonia nos assusta as vezes. Somos um casal abençoado, e nosso futuro é lindo. As coisas pra gente aconteceram no tempo de Deus, tudo na hora certa. Esse amor é forte, é lindo, maravilhoso, abençoado, infinito. É com certeza, muito mais do que paixão, não vai passar. Enfrentaremos tudo, sem deixar de agradecer à Deus por tamanha felicidade, pois não há nada na terra que possa abalar esse amor, porque nossa proteção vem dos Céus. Que seja eterno enquanto dure. E que dure para sempre

domingo, 4 de agosto de 2013

Flagelo


É bem como eu disse: esse amor me mata mas me alimenta. Ausência que machuca, presença que alegra. Você, você. Toda essa bagunça tem como nome o seu nome. Porque é você quem me faz oscilar entre amor e ódio; entre amor e dor (porém, veja bem... amor é dor). E é por você que eu morro um pouquinho por dia. 
Só que o teu sorriso paga tudo. A tua presença vale a pena. Eu já disse que você me faz oscilar, né? E é por isso que eu choro e passa, que eu sofro e passa: você (ou esse sentimento unilateral que um dia vai acabar me matando) me faz feliz quando tá perto. E lembro de ter lido em alguma placa de viaduto por aí, que "se te faz feliz, não deixa escapar". É por isso que ainda tô aqui; por não te deixar escapar, por viver nessa felicidade alternada de com e sem você. Mas eu não ligo, o autoflagelo é válido... a semi alegria que sua presença proporciona faz com que tudo termine bem.