Vem. Vem, mas fica. Aqui não tá mais tão bagunçado como quando você deixou da outra vez, então respeita os limites. Mas não respeita tanto... eu sempre gostei desse teu jeito meio torto de ser. Na verdade eu sempre gostei de você e de tudo o que esse teu jeito torto me traz. Fica, não vai. Cê sabe que quando isso acontece, dói muito. É que eu sinto saudade do cheiro forte do teu perfume inconfundível em mim e, tudo o que eu mais quero é dormir com esse cheiro toda noite, mesmo que seja só na minha blusa. É obsessão, eu sei; mas é amor também. Só isso explica o inexplicável mistério dessa necessidade toda de você. Não diz que eu tô errada por querer demais você, a culpa é sua. Eu não pedi pra ser enfeitiçada por você, muito menos pra que permanecesse em minha vida. Mas permaneceu, e ocupa um lugar absurdo aqui em mim. Fica, deixa eu sentir o seu beijo no meu, seu abraço no meu, o seu corpo no meu. Fica, em nome do que eu te faço sentir, mesmo que por momentos. Não custa nada estar aqui, você nem ia fazer nada agora mesmo...
terça-feira, 7 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Verdade
Inclinou a cabeça no banco do carro e parou pra pensar. Em meio aos pensamentos, viu que o que mais fazia falta era o passado que deixou pra trás, por vontade de viver coisas novas. As experiências não foram tão boas quanto o esperado. Sorriu inconscientemente... e se pegou sorrindo, só pra rir do próprio sorriso depois. Ela era linda, mas andava com uma feiura desconhecida no olhar. Eu conhecia essa 'feiura' de longe, se chamava tristeza, que vinha da saudade. Saudade de estar perto, saudade de sentir falta, de fazer falta. Saudade daquilo que a fazia vibrar de verdade. Saudade daquilo que trazia a emoção, daquilo que tocava a pele. Não que todo aquele outro sentimento tenha sido uma mentira, mas é que ela realmente precisava de uma injeção de verdade nas veias, só pra fazer com que voltasse pra realidade.
Por achar que nada era como queria, decidiu mudar e fazer de acordo com sua vontade. Mudou, mas mudou pra ver o que fazia falta, pra sentir na pele o que não dizia mais sentir. E sentiu. Nunca a vi sorrir por sentir dor, nunca a vi sorrir por sentir saudade, apenas ali naquela hora... e que sorriso lindo, sem toda aquela feiura impressa. Decidiu se perdoar e a partir dali viver com sua verdade: sem finais felizes, sem conquistas fáceis. Mas com a batalha interna fascinante de descobrir em si o brilho e o sentido das decisões mal tomadas, as reações das suas ações. E por mais clichê que pareça, é necessário ver de longe pra querer por perto.
Por achar que nada era como queria, decidiu mudar e fazer de acordo com sua vontade. Mudou, mas mudou pra ver o que fazia falta, pra sentir na pele o que não dizia mais sentir. E sentiu. Nunca a vi sorrir por sentir dor, nunca a vi sorrir por sentir saudade, apenas ali naquela hora... e que sorriso lindo, sem toda aquela feiura impressa. Decidiu se perdoar e a partir dali viver com sua verdade: sem finais felizes, sem conquistas fáceis. Mas com a batalha interna fascinante de descobrir em si o brilho e o sentido das decisões mal tomadas, as reações das suas ações. E por mais clichê que pareça, é necessário ver de longe pra querer por perto.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Nunca
Disse que ficava pra falar um pouco mais comigo, pra ficar um pouco mais comigo. Demorava pra responder e quase nunca pedia desculpa. Eu sempre desculpei, vai ver era esse o motivo da falta de costume pra pedir desculpa. Vai ver, também era por isso que não tinha o costume de me dizer "eu te amo". Eu não pedia, eu não cobrava — nem sei se posso cobrar amor de alguém — e por isso, não tinha. Depois do tempo eu percebi que não tinha porque nunca foi meu (nem eu era minha). Doeu, corroeu, corrompeu. Senti mas sobrevivi. E continuei. Continuei perdendo e fingindo ter ganho. Continuei errando e acreditando que era acerto. Você nunca foi meu. Eu nunca fui sua. A gente só é da gente mesmo. De mais ninguém. Não adianta negar, não adianta adicionar reticências. É comum do ser: nascer e morrer só.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Memórias
Seu jeito engraçado e descontraído. A maneira que você só quer que todos os seus dias terminem bem. Seu humor de duplo sentido. As coisas sem sentido que você fala e me mata de rir. O timbre da sua voz. O seu sotaque. As músicas que te trazem para perto de mim. Os apelidos. As promessas. As piadas, mesmo não sendo piadas. As madrugadas. Quantas horas de ligação? Se lembra de quando passei mal, chorei e perdi o ar? Se lembra que horas foi aquilo? 3 da manhã; 4 horas eu melhorei, quem ainda estava lá? Você. Somente às 6 da manhã você se foi... e nem queria ir. Companheirismo, atitude, coragem, segurança, força, determinação, amizade, humor: você. É claro que eu me importo. É claro que eu não demonstro. É claro que eu finjo que não é comigo. Eu nunca quis me apegar, eu já te disse isso. A gente não manda na gente. Que seja, agora. Mas só mais uma coisa: obrigada, muito obrigada.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Sem pensar
Te peço perdão pelas coisas que ando fazendo. É, eu sei que faço tudo errado e que você não precisa se desculpar. Mas faço sem maldade, sem pensar. Parece desculpa esfarrapada, eu sei. Porém é a mais pura verdade: me acostumei com a liberdade de poder ir e vir. Não que essa ideia de ser só sua me soe mal (muito pelo contrário). É que quando as coisas não são comandadas por nós, fica impossível manter o controle. Mas eu te amo. Mas eu preciso de você. Mas eu não quero que você vá. Mas eu tenho que fazer direito... e vou. Vou reparar esses erros, vou trazer aquela nossa paz de volta, por amor. Pelo nosso bem.
Assinar:
Postagens (Atom)